Estudar fora do país se torna ótima opção para brasileiros

Com os vestibulares cada vez mais concorridos e uma das mensalidades do curso mais caras do país, o sonho de estudar medicina pode não se tornar realidade para muitos brasileiros. De acordo com o Ministério da Educação, o Brasil possui 1,8 médicos para cada mil habitantes. Já em países como a Argentina e o Uruguai, a média é de 3,1. Estudos também apontam que o curso mais procurado por brasileiros no exterior é o de medicina. Analisando esse cenário, o Instituto de Educação Superior Latinoamericano (IESLA) abre inscrições para a graduação em medicina pelo Instituto Universitário Italiano de Rosário (IUNIR), na Argentina.

Como o peso é desvalorizado em relação ao real, as faculdades de medicina na Argentina costumam ser cerca de 50% mais baratas que no Brasil, o que atrai muitos estudantes. De acordo com a diretora-presidente da ESJUS/IESLA, Sara Bernardes, uma turma será composta somente por brasileiros, com professores de renome internacional e altamente capacitados para entender a cultura e as peculiaridades do nosso país. “É o primeiro curso de graduação oferecido pela ESJUS/IESLA. Ele será presencial, com carga horária de 7.062 horas distribuídas em 6 anos. A forma de ingresso é por meio da avaliação de currículo, sem a necessidade de vestibular”, conta.

A ESJUS/IESLA oferece apoio integral aos alunos, desde a preparação dos documentos e cadastro perante as autoridades até a autorização do MEC para exercer a profissão no Brasil. “Através de parceria com o Instituto Cervantes, nossos alunos podem fazer um curso gratuito de espanhol de 40 horas, e damos apoio para fixação de residência no país”, explica a diretora-presidente.

Especializar é preciso
Engana-se quem pensa que os estudos acabam com o término da faculdade. Na área de Saúde, por exemplo, as atualizações são constantes, pois, a todo momento surgem novidades no mercado em tratamentos, medicamentos e novas tecnologias. No Brasil existem poucas vagas disponíveis para mestrado e doutorado, por isso, os cursos oferecidos na Argentina estão se tornando ótimas opções para os brasileiros. Enquanto as universidades daqui abrem cerca de quatro vagas, as universidades no exterior disponibilizam aproximadamente 50 vagas. “O fato de os cursos terem menos alunos também é um fator decisivo para o alto preço das especializações no Brasil. A variedade de cursos aqui também é pequena e, muitas vezes, não se encaixam na linha que o pesquisador quer desenvolver”, comenta Sara.

Outro fator que pode ser determinante na escolha de um doutorado ou mestrado é a oferta de bolsas. A ESJUS/IESLA possui um programa de bolsas destinado as pessoas com menor renda. Além disso, o instituto firma convênios de alimentação e hospedagem para seus alunos. “Infelizmente no Brasil ainda há uma elitização da Educação e temos que trabalhar para mudar esse cenário. Já acontece uma movimentação dos jovens em busca de maior grau de instrução e alguns dados apontam que até 2015 haverá aumento em até 35% na procura por doutorados no Brasil”, indica.

Na Argentina a ESJUS/IESLA oferece mestrados em bioética, administração dos serviços da saúde, psicanálise e educação médica. Já os doutorados disponíveis têm como linha de pesquisa a psicologia e psicologia social, medicina, saúde pública e fonoaudiologia. A professora universitária, Meire Braga, escolheu uma das opções oferecidas no exterior, entre muitos motivos, um deles é dedicação total no período de férias que o curso lhe proporciona. “Me programei para concluir o doutorado em dois anos e durante esse período vou para Argentina nas férias de janeiro e julho. No início, a instituição passou uma lista com hotéis e restaurantes e cada aluno fez suas escolhas de acordo com orçamento e proximidade da universidade, isso ajudou muito”, conta a doutoranda.

Já para a enfermeira Rosane Coelho de Paula, o valor do mestrado pesou na decisão de ir estudar fora do país. “Os cursos no Brasil são bem mais caros, mesmo com as passagens e a hospedagem ainda compensa ir para fora. Ainda estou no segundo módulo, mas bastante satisfeita”, relata a mestranda.

Fonte: www.difundir.com.br

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