Micro e pequenas empresas investem em setores estratégicos

Setores que antes não eram prioridade no investimento das Micro e Pequenas empresas (MPEs), como por exemplo, publicidade e propaganda, tecnologia e planejamento tributário ganham a atenção dos empresários. Elas passaram a se mostrar como clientes em potencial, para diferentes áreas, devido à participação na economia brasileira. Das 5,1 milhões de empresas existentes no Brasil, 98% são MPEs, segundo levantamento do SEBRAE. Os pequenos negócios respondem por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, 53% dos empregados com carteira e contribuem com 2,7% das exportações do país. A liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDS) em 2011, por exemplo, foi de 27.450,2 milhões, 15,83% a mais que em 2010, quando o volume foi de 23.697,4 milhões.

Para muitos empresários de MPEs, investir em publicidade era considerado caro e desnecessário. Mas o panorama mudou. “Hoje os pequenos empresários compreendem a publicidade e a comunicação empresarial como um investimento com retorno. Comunicar-se com o público de interesse é básico para saber seus desejos e criar valores sobre as marcas e os produtos”, analisa Sérgio Coelho Martins, gestor de marcas e comunicação integrada e sócio diretor da Carvalho Martins Comunicação.

As agências de publicidade observaram também que as MPEs formam um mercado em expansão e carente de ações. “Graças às novas tecnologias é possível criar campanhas para as MPEs dentro do orçamento destas. São ações direcionadas, com destaque aos valores e competências das pequenas marcas. Atendemos, por exemplo, ao Colégio ICJ, em Belo Horizonte. Com a intenção de qualificar e ampliar as ações de marketing do Colégio, assumimos todo o setor. Apesar de ter apenas 1.200 alunos, desenvolvemos uma comunicação completa e dentro dos recursos do Colégio”, informa Martins.
As entidades parceiras, Escola Superior de Justiça (ESJUS) e Instituto de Educação Superior Latinoamericano (IESLA) começaram a investir em publicidade em 2010, com a contratação de uma empresa de comunicação, que passou a desenvolver de ferramentas offline como peças gráficas, banners, entre outras. De acordo com Sara Bernardes, diretora da ESJUS e presidente do IESLA, foi possível fazer uma divulgação estratégica focada em seu público-alvo.

Atualmente foram contratadas outras duas empresas de comunicação para trabalhar em novas frentes, e hoje as entidades destinam um bom investimento em divulgação dos produtos e serviços. Segundo a gestora das instituições, uma das agências é responsável por criar e administrar as redes sociais, com o objetivo de abrir um canal de comunicação com o público e ao mesmo tempo divulgar os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado que oferecem. Também fizeram investimentos em divulgação através de mídia espontânea para dar mais visibilidade ao negócio.

“O mercado é muito competitivo e se você não é conhecido não consegue chegar ao seu público, por mais impecável que seja o seu trabalho. O boca – a – boca com certeza é importante, mas ele sozinho não é suficiente hoje. A revolução da internet pede novas ferramentas e nós temos que estar presentes, acompanhando essas tendências e utilizando outros meios para tornar o negócio ainda mais completo. Ao divulgar a ESJUS e o IESLA, as agências contribuem para o crescimento do negócio na medida em que contribuem para incrementar as matrículas”, avalia.

A TOTVS é a 6ª maior produtora de softwares ERP do mundo e se diferencia no mercado por entender os diferentes momentos de evolução de um negócio, com base em sua própria trajetória. “Possuímos expertise para garantir suporte a todas as empresas, independente de qual momento de gestão estiverem – nascimento, amadurecimento, expansão, crescimento e internacionalização. As soluções ofertadas para MPEs fortalecem o negócio, gerando competitividade, impulsionando o crescimento e transformando os desafios em oportunidades de negócio”, explica Arnaldo Xavier, diretor da TOTVS em Minas.

A proposta da TOTVS é fazer com que as empresas tenham seu crescimento suportado por ela, assim como fez com mais de 26 mil Clientes. “Queremos que os negócios deixem a “era da planilha” para optarem por aplicações completas e vocacionadas. Com a implantação de um ERP, as pequenas e médias empresas passam a ter todas as informações integradas de seus processos. Com isso, é possível visualizar, instantaneamente, dados sobre estoque, controle de pedidos, venda, compra, produção, resultados financeiros, itens fiscais, gestão de fluxo de trabalho, recursos humanos, gestão de relacionamento com o cliente e controle de qualidade, entre outros indicadores”, detalha Xavier.

O custo das MPE’s

Segundo informações do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações em 2011 o número de pedidos de falência foi menor que nos dois anos anteriores – 1.143 empresas de micro e pequeno porte tiveram que fechar as portas. O volume representa 7% a menos que o registrado em 2010, 1.233. Entre janeiro e dezembro de 2009, a quantidade foi ainda maior: 1.512. Apesar da queda, alerta o advogado, “boa parte das MEPs não sobrevivem ao segundo ano de atuação, devido, sobretudo, a alta carga tributária e ao custo dos funcionários para o empresário. O valor de um colaborador em carteira pode ser até o dobro de um funcionário informal”, aponta Thiago Carvalho, especialista em direito empresarial e tributário.
Em contrapartida, a falta de qualificação e o desconhecimento das obrigações e deveres, reverentes à tributação de produtos e serviços, influi diretamente no número de falências. “O empresário se vê diante de duas situações problemáticas: por não saber de todos os encargos, deixa de pagar algum tributo e é multado por isso; ou paga indevidamente, comprometendo também seu orçamento. Para o funcionamento saudável de um empreendimento, todo empresário deveria contar, pelo menos com algum tipo de assessoria jurídica e contábil”, finaliza.

Fonte: www.jornow.com.br

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